Uma janela vermelha estava aberta. Era uma noite engraçada. Uma noite branco-arroxeada. E uma janela vermelha estava aberta... E a janela vermelha aberta me inspirou a mudar. Coisas de escritora maluca, vai entender...
Ela tinha 17. E tinha 50 ao mesmo tempo. Falo de idade. Idade real e idade irreal. Se não entendeu o que eu quis dizer, o problema é seu. Ah, e ela tinha 7 também. Sete anos e sete decepções. E ela tinha 13. Treze anos e treze dias. Treze dias do mês quatro, pois era treze de abril. Ou seria treze de maio? Ou seriam treze decepções? Ela tinha 3. Três minutos de uma música tocando, e três lágrimas escorrendo. Ou seriam mais de três? Mais de três minutos e mais de três lágrimas? Eu não saberia dizer, pois o tempo estava passando de forma estranha naquele dia, treze de abril. Ou seria 13 de maio? Eu também não saberia dizer. Ela só sabia que nada sabia. Oh! Ela tinha 1. Um ano. Ela tinha 0. E ninguém. Ela estava esperando a chuva cair. . . .
Será que ela deveria acreditar nas coisas todas que nos dizem existir?
Olá! Hoje vim postar algo um pouco diferente dos textos que costumo colocar aqui no blog: postarei o prólogo de um romance que comecei a escrever em abril de 2012. Alguns poucos amigos sabem da existência dessa história, que ainda não está terminada. Mas eu nunca postei nenhum trecho dela em lugar algum. Resolvi fazê-lo hoje. Por quê? Ué, por que não? Haha. Caso vocês, meus leitores, gostem da história (ou caso me de vontade :p) postarei mais trechos da história. Em resumo: Luna Aislin, aos 95 anos, em seu leito de morte, relembra sua adolescência. Ela foi apaixonada por dois garotos por anos e anos, até que um deles morre tragicamente. Ai você pensa: "hãn, mais uma historinha de amor com um triângulo amoroso?". Talvez. Talvez algo bem mais profundo e sensível do que isso. Uma história sobre amor, sobre a alma humana, sobre morte, sobre vida. Sobre lendas de almas gêmeas. Sem mais delongas, o prólogo do romance, ainda sem título.
São Paulo - Setembro de 2092 “Amor. Sempre imaginei que fosse algo belo, único, puro, doce e inocente. E de fato é. Sempre imaginei que pessoas que se amassem iriam se compreender e aceitar umas as outras sempre. Eu sempre soube que nem sempre o amor é algo fácil, mas nunca imaginei que um dia ele me deixaria nesta situação... O amor tem que ser exclusivo? É errado amar duas pessoas? É errado sentir essa coisa inexplicável por mais de um alguém? É errado querer dar a sua vida só para ver essas duas pessoas felizes? É errado amar? Só porque se ama duas pessoas ao invés de uma? O que é errado quando se trata de amor? Essas milhões de vozes dentro de mim (e essas malditas opiniões alheias) um dia me matam...”. Olhei para as palavras que havia escrito anos e anos atrás em meu caderno de segredos e desabafos, aquele simples, com o espiral já meio descascado, as folhas amareladas e a capa de Lucy, a garota morena que foi minha conselheira silenciosa em todos esses anos, aquele desenho que nunca mudou, nunca saiu dali, nunca se moveu. Mas sempre me ouviu sem reclamar. E reli as palavras. De novo. E de novo. E de novo. As palavras que eu mesma havia colocado no papel e que me assombraram por muito tempo. Foram o motivo de muitas das minhas lágrimas reprimidas, o motivo de quase todas as vezes que eu chorava escondida pelos cantos, o motivo de inúmeras noites sem dormir... Eu de fato não sabia mais o que fazer. Estava sozinha e confusa. Ainda estou sozinha. Mas hoje não preciso mais estar confusa. Não tenho mais nada para decidir. Agora não há mais ninguém que queira me dizer o que é certo ou errado. E aqueles pensamentos não me assombravam há tempos. Mas acabei de acordar de um sonho que tive. Sonhei com eles. Josh Ewan e Bryan Dustin. E chorei. Senti-me novamente a Luna Aislin confusa e triste que fui por anos... Senti-me de volta aos meus dezessete anos... Aquele dia chuvoso de setembro, há muitos anos trás... O dia em que o destino decidiu por mim. Senti vontade de fechar os olhos e reviver um pouco daquela noite, reviver um pouco da alegria que tive ao imaginar por pelo menos um segundo que tudo poderia dar certo... Mas hoje estou com noventa e cinco anos. Não posso nem voltar para minha própria sala de estar sozinha, pois não consigo mais sair dessa cama, meu futuro leito de morte. Não sou boba. Nunca realmente fui. Sei que mesmo com toda a tecnologia e os avanços científicos, em breve estarei morta. E ai, quem sabe o que me aguarda? Quem sabe eu reencontre-os e talvez, em algum outro lugar além deste mundo, eu possa ser feliz com eles... Esse é o mais profundo desejo do meu coração. Aqui, sozinha, deitada no escuro que me assombra, com medo do desconhecido, relembro de toda a minha vida... Tudo passa em minha mente como um filme. Talvez eu tenha acabado de morrer afinal. Sempre me disseram que quando se morre, ou se está para morrer, um filme passa pela sua mente com toda a sua vida... E então começo a me lembrar de muitas coisas, de coisas que nem sabia que eu lembrava mais... Lembro-me de quando eu era criança. De meus pais. De viagens que fiz antes mesmo dos meus dez anos... Mas minha mente logo me leva as minhas lembranças dos meus quatorze, quinze anos. Lembro-me de todos os garotos com quem namorei, lembro-me também dos quais simplesmente beijei... Lembro-me de cada rosto, de cada lágrima que derramei por eles, de cada promessa não cumprida... De cada vez que pensei que era amor... Um sorriso leve preenche meu rosto, me fazendo pensar de como teria sido fácil se de fato eu simplesmente amasse um daqueles garotos... E meu sorriso muda. Vai de saudoso e sonhador para malandro e satisfeito quando me lembro de Santiago, de Ághata... Ah, eu havia vencido as barreiras afinal! Eu havia vencido a própria tentação! Tempos difíceis aqueles, em que tive que lidar com esses dois anjos do mal... E novamente meu sorriso muda, para um sorriso agradecido. Lembro-me de Miguel. Ah, Miguel! Devo muito a ele. “Aquele anjo de pessoa”... E então chega a minha mente uma nova lembrança. Mas esta não faz meu sorriso mudar. O faz desaparecer, pois não caberia em meus lábios um sorriso tão grande quanto o que eu desejo expressar... Lembrei-me da primeira vez que vi Josh. Lembrei-me daqueles olhos verdes que me encantaram desde a primeira vez que os olhei... Naquela tarde no parque.
Na manhã que o amor acabou tinha urina no chão da sala. Uma pocinha bem pequena perto da planta. Fiquei na dúvida se era água caída do pratinho do vaso ou malcriação de bicho. Talvez eu tivesse regado e dado um quarto de antibiótico pra cachorra que estava com tosse. Na dúvida, pensei em fazer de novo. Sem saber, como expliquei, se era repetido. Água em dobro e metade do remédio seriam demais. Mas não fazer, caso fosse a primeira vez, seria de menos. Eu seco, eu rego, eu medico. Os imperativos simples e práticos de verbos serviçais burlavam dores pessoais de pronomes. Na manhã que o amor acabou, almocei na minha mãe. Ela contou que a colcha colorida não tinha saído bonita na foto do site da imobiliária. Eu chorei e ela quis saber se colcha colorida me lembrava alguma coisa. Não lembrava. Mas as frases com alguma graça e nascidas pra nada emprestavam o charme da sua promessa, sempre me sabendo em urgências dosadas. Eu retornava com a felicidade direta de quem é procurada antes de se proteger e apertava suas letras comprovando, com minha digital, uma existência catalogada. Meu pensamento era um carimbo no horizonte toda vez que você gostava de ouvir. Foram duas lágrimas. A primeira despencou rapidamente, como um suicida magrinho e sem talento. A segunda ficou um tempo ninada pelas bordas até que caiu já quase seca nem passando da metade do rosto. O sofrimento foi tão ralo que sequer alcançou o nariz. Fiquei com preguiça de alguma saudade surpresa crescer escondida e me apunhalar em brechas de fraqueza e carinho, mas ela nunca apareceu e agora, se chegasse, seria só uma fantasia bordada de última hora pelo tédio. Na manhã que o amor acabou, eu cismei que probióticos me protegem de não pegar gripe e que pego gripe sempre que o amor acaba. Me enchi de iogurte e isso me mostrou uma novidade em ver um amor acabando: era momento de adorar cabisbaixa uma história mas eu estava mais ocupada em me lançar cuidadosa aos dias que nem existiam. Que nome tem estar cagando pra única coisa mais importante do mundo? Veja que desde o começo do ano passado, só pra citar tempos recentes, o amor já acabou três vezes. Acabou em março, em agosto e agora em fevereiro. Mas, só porque o cinismo nos dá gosto pelo jogo do contrário, posso dizer também que, desde o começo do ano passado, o amor já começou três vezes. Começou em janeiro, em junho e em novembro. Temos uma média de três a cinco meses tanto pro amor começar quanto pra ele acabar. O que significa que logo mais tamos aí. E depois tamos aí de novo. Como se essa coisa que tanto aconchega a loucura, como se essa coisa que tanto acidifica os cortes, como se essa coisa que tanto vulcaniza os tamanhos. Não passasse de um ping pong exato que satiriza as metáforas de profundidade. E só porque o cinismo nos dá gosto também pelo jogo do tudo a mesma merda. Até pouco tempo, tinha essa coisa de Nina Simone regida pela buzina de muco nasal no papel higiênico. Mas pra cada dia daquela semana em que o amor acabou, eu tinha uma entrega importante de trabalho e, se não me engano, uns dois almoços bem importantes e pelo menos um dos meus médicos bem difíceis de marcar. A vida seguiu tão normalzinha, eu falei pra minha analista. Tanto que você tá estranhando, ela respondeu. É. Sorrimos sem intensidade e duração, da casca que agora separava meu sangue de salivas. São águas que correm paralelas com uma pele no meio. Ela só disse “olha que bom” e ser tratada como uma pessoa não foi mais tão horrível. Eu amo pouco agora que não morro mais? Ela não respondeu. Depois mordi bem forte meu braço sem definir se era homenagem, despedida ou inconformismo. Ficou a suspeita de um espasmo de vício humilhado pela desimportância do costume. Tati Bernardi
Branco. Uma grande página em branco. Silêncio. Um rosto cheio de nada. Sonho. Uma criança que ousa acreditar. Something. Um castelo com incontáveis armadilhas. Impossível. Uma louca que quer tudo. Dezoito. Um pulo, o momento. Agora. . . . Coragem. Conquistar o mundo. . . . . . . . . . . Felicidade.
— Posso dizer tudo? — Pode. — Você compreenderia? — Compreenderia. Eu sei muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e – por ser um campo virgem – está livre de preconceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor: é a minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que não sei é que constitui a minha verdade.
Clarice Lispector (Livro Clarice na cabeceira, pg. 149)
Eu cai. Por 17 anos, estive em queda livre. Mas eu conseguia ver as minhas possibilidades de pouso. Agora estou em um breve, breve período de espera. Estou em terra firme, e não estou caindo. Mas a cada dia, a cada hora que se passa, estou andando e sendo empurrada em direção a ponta do penhasco. Logo, terei que pular novamente. E cair cair c a i r . . . E, dessa vez, as possibilidades de pouso estão cada vez menos visíveis, cada vez mais distantes, cada vez mais perigosas.
Por quase 18 anos, eu cai. Mas tal queda foi quase como um treino. A grande queda livre começará em breve... Antes que eu perceba, estarei ca in do n o v a m e n t e . . . Mas acho que agora eu estou pronta.
Dezembro é o mês que mais me faz feliz. E não, não é por causa do Natal. Dezembro é o mês em que o mundo se acerta e gira na velocidade certa *-* Dezembro... uhuuuu! \o/
Dezenas de palavras otimistas envolveram meu coração e criaram um esconderijo que parecia seguro a princípio. Agora, começo a duvidar da força das palavras otimistas que escrevi a dias: o medo começa a penetrar minha fortaleza que agora parece ser de vidro. Não sei no que acreditar. Ou as palavras otimistas construíram uma fortaleza de aço, e o medo quer me fazer crer que é de vidro, ou as palavras realmente construíram um frágil abrigo de vidro, e o otimismo me faz crer que estou sob proteção de uma fortaleza de aço... . . . Estará o medo me alertando ou me iludindo?
Dominique. Oh, doce Dominique... Sempre sorridente. Sempre educada. Sempre prestativa. Sempre submissa. Sempre compreensiva. Sempre recatada. Sempre prendada. Sempre modelo e inspiração para tantas. Sempre o orgulho da família. Sempre inteligente (nunca esperta). Sempre boa moça. Sempre morta por dentro. Oh, doce Dominique... Nunca lhe disseram que exibir um lindo sorriso não é felicidade? Nunca lhe disseram que um sorriso pode esconder uma alma despedaçada e vazia de alegria? Nunca lhe disseram que felicidade de verdade é quando quem sorri é a alma, e não os lábios, Dominique?... Palavras mentem; escondem; traem; ferem. Sorrisos também. A única coisa que não mente, não esconde e não trai é a nossa própria alma, Dominique. Às vezes nos fere com verdades que, por vezes, enxergamos tarde demais. Mas a única coisa pura de verdade é a nossa própria alma, Dominique. Confie nisso. Confie nessas palavras. Palavras mentem, escondem, traem e ferem. Mas a garantia de que essas palavras que te digo são quase tão puras quanto a alma é que você sabe que eu estou falando a verdade, Dominique. Você pode não admitir, mas no fundo, nem que seja em um cantinho da sua pura alma, você sente que não é feliz, Dominique. Você sabe que sua alma grita para que você liberte-se dessa suposta felicidade que é fabricada em série e jogada aos quatro ventos para que alcance a todos, Dominique. Você sabe que a felicidade pela qual a sua alma clama é outra, Dominique. Você sabe que não quer deixar essa felicidade fabricada - e tão falsa quanto peitos grandes cheios de silicone - te dominar, Dominique... O que você não sabe, Dominique, é que tudo isso pelo que sua alma clama é grande. Você prende-se ao medo, a milhares de medos, e tenta convencer a si mesma que essas coisas que sente, tão puramente, são apenas devaneios. Não são, Dominique. E se forem, deixe-os ser. Devaneie-se, Dominique. SEJA LOUCA, DOMINIQUE! Seja selvagem, Dominique... Você é um ser humano, e por mais que não queiram aceitar, todos os seres humanos fazem parte da natureza. São seres que se julgam racionais, que tentam ser superiores a todos os outros seres, mas que ainda assim pertencem a natureza, Dominique. Portanto, não há nada de errado em seguir a mais primordial e pura coisa que a alma te dá, Dominique: o instinto. A emoção. A busca incessante pela felicidade... a felicidade que a alma quer. Busque pela felicidade, doce Dominique. Mas pela felicidade pela qual a sua alma clama - não por essa felicidade de plástico que te empurram pela garganta todos os dias...
Fecho-me. Calo-me. O sorriso escorrega dos lábios. Foge, corre para longe, desaparece. Sinto falta de tudo aquilo que nunca vivi, que nunca vi, que nunca senti. Sinto saudades de um passado que não foi meu. Sinto imensa falta do que nunca tive. Sinto imensa saudade da felicidade que nunca realmente me pertenceu. Quando encontro-me sozinha, sou apenas uma garotinha de cinco anos com medo do escuro. Ou com medo de acender a luz e enxergar, e descobrir que enganei-me mais uma vez. Mais duas vezes. Mais cem vezes... Reclamo do escuro, digo que ele me atormenta... mas começo a pensar que talvez o meu real medo seja acender a luz.
O amor é a mais difícil prova a qual somos submetidos. Não permite estudos. Permite no máximo uma breve demonstração, o trailer do filme, no qual às vezes até atuamos, mas sem ensaios e sem direito a ler o roteiro até o final. Mas ficção é diferente da vida real. "Arte imita a vida". Tenta... Só se aprende amar amando. (...) Sinto imensa vontade de rasgar calendários e adiantar relógios, na esperança de que horas e meses se passem logo. Sinto descontrolado desejo de encontrar e juntar todas as palavras certas e criar uma ponte até os objetivos sonhados. Sinto desesperada necessidade de fazê-lo sentir-se bem... Mas só o que possuo agora são palavras superficiais, e otimismo. Gostaria de poder curar todos os males do mundo com minhas palavras jogadas ao vento...
(...) Não importa: penso em você e leio a sua vida. E amo cada página. E amo cada sopro; e assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te encontrar, aqui, preso no silêncio da escrita. E assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te perder, ali, livre nas algemas da imaginação... É claro que nem todo amor é possível, mas ainda assim, quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, penso em você e leio a sua vida. E ela passa pelas mãos e ela passa pelos meus olhos e ela passa pelos meus sonhos como uma vida passa pela eternidade.
Deixe-me aqui. Deixe a luz acessa. Estou cansada de ficar sozinha no escuro... Deixe a luz acessa! Já ha tanta tensão ao meu redor mesmo sem as luzes estarem apagadas... Deixe a luz acessa... Certa vez ouvi que pode-se encontrar a felicidade se acendermos a luz... Deixe a luz acessa: só a luz da lua já não me inspira tanto assim... Deixe a luz acessa, deixe o rádio ligado, tocando uma música qualquer que irá me irritar... Deixe a luz acessa! Não posso mais confiar na minha intuição para me guiar: preciso ver, enxergar... Deixe a luz acessa; por favor, não me torture mais com esse imenso nada que o escuro parece ser... Deixe a luz acessa. Apague-a apenas se for vir me fazer companhia, se formos jogar as desnecessárias roupas no chão... Deixe a luz acessa, conte-me uma história, cante uma canção de ninar, me dê um beijo de boa noite e diga: "a mamãe te ama"... Deixe a luz acessa: sou apenas uma garotinha de cinco anos com medo dos monstros embaixo da cama... . .
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Apague a luz. Já é tarde. É mais confortável afogar as lágrimas no travesseiro quando está tudo escuro.
"A música continua sua revolução inflamada ao nosso redor e há uma garota dentro de mim querendo se entregar à batida fanática. Ela quer dançar louca e livremente ao redor da sala, mas, infelizmente, a garota está dentro de mim, e eu não sou ela." "Tantos pensamentos me emaranham o cérebro que não consigo desatar a insanidade que só se complica." "Quero rir, uma daquelas risadas estranhas, agudas, enlouquecidas que assinalam o fim da sanidade de uma pessoa."
Frases dos livros O Céu Está Em Todo Lugar, Jandy Nelson e Liberta-me, Tahereh Mafi
Me iluda. Me conte histórias com finais felizes. Me diga que vai ficar tudo bem. Me iluda. Me abrace e diga que a vida é bonita. Me lembre de uma canção que me acalme. Me diga que os sonhos são possíveis. Me faça sorrir... Me iluda. Pelo menos hoje, me iluda. Não me diga que a vida não é fácil, e que temos que saber a hora certa para as coisas, e que não podemos enlouquecer um pouco, e que o que eu preciso é de equilíbrio. Disso eu já sei. Isso todos os dias consome minha mente. Por isso te peço, me abrace e, pelo menos hoje, me iluda. Porque eu não ligo para todos aqueles padrões morais, ou para o que eles impõem que devemos sentir. Pelo menos, não hoje... Eu quero não fazer sentido. Não consigo fazer sentido agora. Não quero escrever palavras profundas que possam ser interpretadas de mil formas, que possam ser dignas de Oscar. Eu só preciso não fazer sentido. Eu só preciso sonhar que meus silêncios vão ser entendidos...
Não preciso que entendam minhas palavras: posso eu mesma explicá-las, do jeito que melhor me convir. Eu desejo que entendam meus silêncios. Os gritos que gritam silenciosamente tão alto dentro de mim e me calam a boca. E me paralisam os dedos. E me confundem por inteira As palavras podem esconder desesperados silêncios.
É madrugada. Gosto dessa hora do dia. Silêncio... É como se as melhores ideias não tivessem sido tomadas ainda. É como se a inspiração vagasse mais livremente, sem tantas mentes e corações para preencher. Ouço um som ao longe. Significa que mais alguém ainda está acordado. Mas em geral, o mundo agora dorme. O meu mundo, pelo menos, dorme. Em silêncio... Imagino os inquietantes pesadelos que podem estar dominando o sono de milhares, milhões de pessoas, nesse exato instante. Imagino os incontáveis sorrisos que podem estar surgindo agora, em rostos alegres, ou satisfeitos, ou imersos em suas próprias loucuras. Imagino as inúmeras lágrimas que podem estar escorrendo e sendo afogadas em travesseiros de todo o mundo enquanto estou eu aqui a digitar. Tec. Tec. Tec. Imagino tudo isso porque a madrugada é a hora da consciência. Ou da súbita negação. Ou da contagem dos atos que fizeram bem ou mal, a alguém ou a nós mesmos. A madrugada é a hora em que nossos corações se abrem, ou dançam, ou sangram. A hora de dormir é a hora em que não somos capazes de esconder algo de nós mesmos, pois tudo o que está dentro da mente ou do coração tem que se esvair em algum momento, para que sobre espaço para algo além da loucura, ou do excesso, ou das tristezas, ou da esplêndida sensação de alegria. Afinal, lembremos daquela velha frase de vó: "tudo o que é demais faz mal". Vivemos na busca desse tal utópico "equilíbrio". Afinal, posso afirmar que ele é uma das metas mais importantes que nós seres humanos temos para alcançar (e não se engane ao pensar que o equilíbrio não é feito também de algumas loucuras; para toda regra, pelo menos uma exceção). E aqui, sentada em meu quarto, em frente a uma pequena tela e um doce teclado, cercada por tudo e por nada, durante a madrugada, escrevo. Talvez para buscar tal equilíbrio. Talvez para tentar me entender, e entender o mundo, através de incontáveis combinações de letras e palavras de milhares de formas e jeitos distintos. Meu coração bate calmamente aqui dentro. Minha mente se desfaz de coisas desnecessárias nesse exato momento. Não penso em nada. Apenas sinto. Sinto e cedo ao impulso de teclar diversas letras e formar um texto. Meu coração sorri. Está lentamente se desinfetando dos males do dia, da semana, do ano, dos dezessete anos que se passaram... Paz. Sinto um breve e raro momento de paz... E sorrio. Um sorriso diferente. Novo. Gosto desse novo sorriso. É com o coração :)
Bom dia. Boa tarde. Boa noite. Em uma dessas madrugadas do maravilhoso período de férias, em meio a pensamentos e lembranças sobre o amor, eis que me lembrei de um clássico poema. Um dos mais magníficos poemas já escritos, na minha humilde opinião. Uma das mais belas definições de amor... Mas como escritora-pensativa-perfeccionista-sentimentalista que sou, resolvi reescrever tal poema. Reorganizei seus versos em uma ordem que me define melhor. Juntei tudo em uma estrofe só para que essa coisa de o amor nos deixar sem fôlego e ser urgente transpareça nos belos versos que reorganizei. Adicionei versos e pontuações que expressam o meu jeito de interpretar o poema (e o amor...). Resolvi postar aqui o resultado de tal brincadeira, que eu achei bem interessante. As palavras e pontuações em vermelho são as que inseri no texto. E, abaixo da minha releitura da obra, está a obra original. Espero que gostem!
"Amor é fogo que arde sem se ver,
É chama que consome todo o meu ser!,
É dor que desatina sem doer...
É um contentamento descontente...
É nunca contentar-se de contente!
É querer estar preso, por vontade!
É um não querer mais que bem querer.
É um cuidar que se ganha em se perder;
(E como é bom se perder!).
É um andar solitário entre a gente.
É ter com quem nos mata lealdade,
E como matam!,
É ferida que dói e não se sente...!
Se Tão contrário a si mesmo é o amor..."
E como dito, abaixo, o poema original do grandioso Luís Vaz de Camões:
Piano. Um instrumento musical que me fascina. E se você acessa o blog há algum tempo, ou se já conversou comigo sobre meus gostos musicais, provavelmente sabe que eu sou uma grande fã da linda cantora Taylor Swift *-* Agora, imaginem só a minha reação ao ver um vídeo onde uma das músicas da Taylor Swift (uma das minha preferidas por sinal) sendo tocada em um piano? LINDO DEMAIS. Indico que assistam o vídeo, mesmo que não sejam fãs da Taylor Swift, pois o vídeo em si é maravilhoso. Eu garanto que são quatro minutos bem utilizados...
Lindo, não? E pra quem, assim como eu, gostou do trabalho deles, tem mais vários vídeos onde eles tocam músicas famosas. Um outro vídeo que achei lindo foi o da música Just The Way You Are, do Bruno Mars. Também vale a pena conferir:
O texto a seguir é um pouco extenso. Mas eu afirmo, vale a pena. É de autoria de um escritor brasileiro, sorocabano, para ser mais exata: Ulisses Tavares. Li um livro dele quando eu tinha uns doze ou treze anos. E esses dias estava me lembrando dele. Fui pesquisar sobre o autor e, a cada texto que leio dele, me apaixono mais por sua escrita. E ainda, para completar, descobri que ele nasceu em Sorocaba, que também é minha cidade natal (coincidências... haha). Um dos textos dele que me chamou a atenção foi o que postarei a seguir. Resolvi postá-lo aqui pois condiz com a minha maneira de ver o mundo (sabe aquele texto que você lê e pensa: "poxa!, esse poderia ser um texto escrito por mim."?). E escrevi essa introdução antes do texto porque penso que Ulisses Tavares merece uma apresentação. Não consegui achar a data exata em que esse texto foi escrito, mas foi antes de 2010, e o achei interessante para esse momento (de tantos protestos, inclusive sobre a educação). Então, sem mais delongas, apresento-lhes, senhoras e senhores, Ulisses Tavares:
Porque o jovem não deve ler!
Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola. E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows. (Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.) Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.) Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de ideia. Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil. Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua tecnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco. E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso. Viram como ler atrapalha? A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude. E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação. Por isso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça. A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura. Eu reconheço: a maioria está certa em não ler. E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário: 1- Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), "a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram". Por isso que eles mandam e desmandam há séculos; 2- Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também; 3- Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia; 4- Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta; 5- Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz. O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém - nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, três entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente. Mas paro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança. De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem: "Faz escuro, mas eu canto!". Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.
Como blogueira, como cidadã e como brasileira, não posso e
não consigo deixar tudo isso passar em branco, preciso me expressar sobre tal
recente polêmica. O assunto? Vocês já devem ter deduzido: os protestos contra
"o aumento da tarifa de ônibus".
Por que coloquei o motivo dos protestos entre aspas? Porque
essa foi só a gota d'água para a população. Na realidade, os protestos estão
acontecendo porque finalmente o povo brasileiro acordou. Finalmente as pessoas
tomaram consciência de que se acomodar com a situação e abaixar a cabeça ao que
nos é imposto não é a única opção.
Vivemos no Brasil do século XXI uma democracia.
D-E-M-O-C-R-A-C-I-A, que é um termo que vem do grego e significa "poder do
povo". Ou seja, nossos representantes políticos estão no poder para
representarem a opinião e as necessidades da população, e não para ficarem
contra ela. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana, o que
significa que, se o povo está insatisfeito com algo, tem o poder de se
manifestar contra tal coisa, SEM SER PUNIDO POR ISSO.
Como se não bastasse a indignação que tomava conta de mim
aos poucos, a cada nova notícia relacionada à violência dos policias contra os
manifestantes, me deparei com um vídeo que me deixou atônita (o vídeo está
disponível ao final do texto).
Trata-se de um vídeo em que uma jornalista que foi atingida
por uma bala de borracha no olho conta o que viu nos dias em que cobriu os
protestos. Ela diz (e tem imagens que confirmam) que a maioria das pessoas que
foi atingida por balas de borracha, ou que aspirou gás lacrimogênio, não
praticou nenhum ato de violência ou vandalismo. Ela própria, estava apenas
trabalhando cobrindo o protesto e ajudando uma senhora que estava desorientada
quando um policial mirou em seu rosto e atirou.
Onde está a liberdade de expressão que nos é
"permitida"? Só porque a repórter não trabalhava para a rede Globo
(que por sinal só mostra o que lhe convém), ela não tem o direito de cobrir o
protesto?
Isso é algo que realmente me revolta. E, particularmente,
como futura jornalista, me coloco no lugar dos jornalistas que estão cobrindo
os protestos, principalmente os que trabalham para jornais, revistas e canais
menores, que são os que, na maior parte do tempo, estão preocupados em realmente
mostrar a verdade, mostrar o que está acontecendo, mostrar que o povo não quer violência,
só quer reivindicar seus direitos. Pois finalmente a população acordou e
percebeu que não é justo um político ganhar um salário extremamente alto
enquanto nós, população, sofremos aumentos abusivos constantemente para
"pagar o custo das melhorias que estão sendo feitas no país".
Ao assistir o vídeo, você pode pensar: "ah, mas na
própria reportagem está mostrando que tem pessoas que estão vandalizando!".
Verdade. Infelizmente, nem todos estão se manifestando da maneira correta. Mas
a maioria da população não quer briga, não quer violência, não quer bala de
borracha da polícia. A maioria só quer lembrar ao governo que eles não podem
fazer o que bem entenderem com o nosso dinheiro.
Então sim, eu acho corretíssimo e me orgulho de tais
protestos que estão acontecendo. Nossas autoridades precisam perceber logo que
nós não vamos abaixar a cabeça e, mais uma vez, "deixar passar".
Nós temos voz, e vamos usá-la. E não precisamos de violência
pra isso.
Tardamos, mas como filhos da pátria amada Brasil, não
fugimos à luta.
"(...) E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão, Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas! Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado De todos os caminhos de sua vida trilhados! Mas se assim não for... Que nunca te arrependas pelo amor dado! Faz parte da vida arriscar-se por um sonho... Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado! (...)"
"Pense antes de agir." Eu só quero enlouquecer. "Pense antes de agir." Eu só quero viver! "Pense antes de agir." Eu só quero dizer... "Pense antes de agir." Eu só quero ser!!! Minhas ideologias superficiais começam a caminhar em direções opostas. "Pense antes de agir!" Como "aproveitar o dia" com tantas amarras assim? Como "aproveitar o dia" se não posso correr feito louca atrás dos desejos da minha mente, do meu corpo, do meu coração? Como "aproveitar o dia" se todos me falam que tenho que "pensar antes de agir"? (...) EU SÓ QUERO ENLOUQUECER. Eu só quero enlouquecer todos os dias com palavras que não se seguram e se derramam, como mel ou fel. Eu só quero sorrir com a certeza de que posso não fazer sentido algum se for de minha vontade. Eu só quero gritar, ou cantar, ou dançar, ou chorar, ou ser!, quando eu bem entender. Sem tantas amarras. Sem tantos medos. Sem tanto drama. Sem pensar tanto antes de agir... (...) "Só vivemos uma vez."
19/05/2013
(Escrevi esse texto baseado no texto de um amigo, então, metade dos créditos são dele, Guilherme Nascimento)
Estou sorrindo. Como uma garotinha que acabou de ganhar um brinquedo novo, ou abraço apertado, estou sorrindo. Eu queria escrever mais, mas acho que a inspiração momentânea foi tão momentânea que já se foi. Tudo bem, uma hora ela volta. E eu acho que quando ela voltar, ainda estarei sorrindo...
Já é noite lá fora. Me disseram que tudo vem com o tempo para quem sabe esperar. Eu não sei esperar. Então, isso quer dizer que nada virá para mim, já que tudo vem com o tempo, e eu não sei esperar? Danem-se todas essas palavras sábias, danem-se todas essas filosofias. Não sei esperar. Não quero esperar. Não quero me perder nesse tédio de todo dia, enquanto espero. Eu nunca gostei de sentar a bunda no sofá e esperar. Eu sempre sai por ai correndo feito louca atrás do que eu quero. Por que é que eu tenho que esperar até o dia seguinte? Não gosto de esperar. Esperar, esperar, esperar... Estou tentando ser paciente e esperar enquanto escrevo este texto. Ok, enquanto eu estou fazendo algo, não é tão insuportável esperar. Mas eu ainda acho que correr por ai atrás do que se quer é muito mais satisfatório do que esperar. Se eu quero, eu faço. Se estou com saudade, abraço. Se estou triste, choro. Se estou alegre, comemoro. Se estou com vontade, escrevo rimas em um texto sem sentido para postar no meu blog. E tudo isso porque eu não gosto de esperar, e o que estou tentando fazer agora é tornar o ato de esperar um pouco menos insuportável. Como disse Tati Bernardi, "Cansei dessa gente que me diz que eu preciso de uma camisa de força". Espere. Espere. Espere. Fique calma. Não enlouqueça. Se contenha. Espere. AAAAH! EU NÃO QUERO ESPERAR. NÃO QUERO TER CALMA. Só quero enlouquecer em paz... (...) Olha, minha espera acabou. Pronto, agora já posso acabar esse texto dramático e sem sentido e ir comer minha pizza que chegou :)
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. 2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. 3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. 4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. 5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida. 6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. 7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões". 8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental". 9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. 10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
Sento-me aqui e penso nesse imenso nada que estou sentindo. Me desprendi de lugar nenhum e agora estou em queda livre. Estou caindo em direção ao desconhecido. Não vejo nada, não enxergo nada, não sinto nada. Não sinto nada. Porque nada é tudo o que sei sentir agora. Nada é tudo o que me é dado nesse exato instante. Nada é tudo o que consigo encontrar sozinha. Odeio estar com o coração vazio.
Estenda a cama. Depois tire as fotos antigas do mural e jogue o lixo fora. Ligue o chuveiro, deixe a água escorrer pelo teu corpo. Lentamente. O vapor deve estar embaçando o vidro. Escreva alguma coisa com os dedos. Saia. Agora seque o cabelo, abra a janela emperrada do quarto e cozinhe alguma coisa. Sem queimar o dedo de novo. Mastigue devagar enquanto finge prestar atenção naquele filme sem título. Mude de canal quantas vezes desejar. Dê um tempo do mundo real. Escute o silêncio te contar alguns segredos. No fim, não importa onde seu corpo vive. Seus pensamentos é que sempre serão sua casa. Escolha uma roupa bem bonita. Passe aquele batom vermelho. O celular não tocou, mas você pode usá-lo para falar com mais alguém. O dia ainda não acabou. Encontre as chaves. Você não está sozinha.
"Oh, doce garotinha inocente... Não sabes que a vida não é cor-de-rosa? Não sabes que às vezes nem cores ela tem? Oh, doce garotinha insana... Não sabes que é perigoso sonhar? Não sabes que é mais seguro viver a vida sem nada questionar? Oh, doce garotinha doce... Não sabes que o mundo vai amargurar-te até que não sinta mais o doce da vida? Não sabes que nada é tão simples quanto gostarias? Oh, doce garotinha-mulher... Não sabes que a época de acreditar logo passará? Não sabes que restará apenas a cruel realidade em breve? Não sabes que os sonhos não se realizarão?..."
"Oh, doce-amargo medo que tenta esquartejar a alegria de uma doce-doce garotinha... Não sabes que o meu otimismo sempre te vence no final? Não sabes que a esperança sempre te coloca de lado, mesmo que demore? Não sabes que não tem chance contra os sonhos vividos e os sonhos sonhados de uma sonhadora? Não sabes que mesmo que pense que está esmagando as coisas boas de dentro da doce-doce garotinha, está na verdade apenas sufocando-as temporariamente? Não sabes que uma doce-doce garotinha otimista sonhadora nunca aprende? Não sabes que eu sempre faço tudo errado? E mesmo quando tudo está errado, uma hora se acerta, se concerta, se completa? Não sabes que eu gosto de sorrir, oh doce-amargo medo? Não sabes que eu gosto de sonhar, oh doce-amargo medo? Não sabe que a droga do otimismo sem fim sempre te vence, oh doce-amargo medo???"