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sábado, 2 de novembro de 2013

01/11/2013



Fecho-me. Calo-me.
O sorriso escorrega dos lábios. Foge, corre para longe, desaparece.
Sinto falta de tudo aquilo que nunca vivi, que nunca vi, que nunca senti. Sinto saudades de um passado que não foi meu.
Sinto imensa falta do que nunca tive. Sinto imensa saudade da felicidade que nunca realmente me pertenceu.
Quando encontro-me sozinha, sou apenas uma garotinha de cinco anos com medo do escuro. Ou com medo de acender a luz e enxergar, e descobrir que enganei-me mais uma vez. Mais duas vezes. Mais cem vezes...
Reclamo do escuro, digo que ele me atormenta... mas começo a pensar que talvez o meu real medo seja acender a luz.

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