Em uma dessas madrugadas do maravilhoso período de férias, em meio a pensamentos e lembranças sobre o amor, eis que me lembrei de um clássico poema. Um dos mais magníficos poemas já escritos, na minha humilde opinião. Uma das mais belas definições de amor...
Mas como escritora-pensativa-perfeccionista-sentimentalista que sou, resolvi reescrever tal poema. Reorganizei seus versos em uma ordem que me define melhor. Juntei tudo em uma estrofe só para que essa coisa de o amor nos deixar sem fôlego e ser urgente transpareça nos belos versos que reorganizei. Adicionei versos e pontuações que expressam o meu jeito de interpretar o poema (e o amor...).
Resolvi postar aqui o resultado de tal brincadeira, que eu achei bem interessante.
As palavras e pontuações em vermelho são as que inseri no texto. E, abaixo da minha releitura da obra, está a obra original.
Espero que gostem!
"Amor é fogo que arde sem se ver,
É chama que consome todo o meu ser!,
É dor que desatina sem doer...
É um contentamento descontente...
É nunca contentar-se de contente!
É querer estar preso, por vontade!
É um não querer mais que bem querer.
É um cuidar que se ganha em se perder;
(E como é bom se perder!).
É um andar solitário entre a gente.
É ter com quem nos mata lealdade,
É ferida que dói e não se sente...!
E como dito, abaixo, o poema original do grandioso Luís Vaz de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
(Imagem "O Beijo", de Rogério Fernandes)



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