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domingo, 27 de julho de 2014

Sobre um dia frio muito quente.



Começo a pensar que não existe um momento errado pra coisas certas acontecerem. Nunca é errado o bastante. Sempre é apenas um momento. Não um momento errado. Só um momento.
E é isso que temos.
É isso que somos:
Momentos.
Momentos, memórias e sonhos.
Mas as memórias são momentos que já passaram, e os sonhos são momentos que ainda não chegaram; eles fazem-nos ser quem somos, mas não são, de fato, o agora. Memórias e sonhos são essenciais. Mas a única coisa que podemos fazer, realmente, é viver momentos; o momento.
Estava eu a conversar com minha melhor amiga sobre momentos e como eles podem durar pra sempre por algumas horas.
Sempre acreditei que coisas boas acontecendo faziam o tempo passar mais rápido. Hoje descobri que mergulhar de cabeça em coisas e pessoas rasas faz o tempo passar mais rápido.
Descobri que quando nos agarramos a uma ilusão, o tempo voa, e sentimos que foi tempo perdido com pouco.
Descobri que quando uma coisa é intensa, boa, certa, o tempo passa bem devagar, e conseguimos prender cada segundo dentro da gente, pra reviver aquilo de novo e de novo quando precisamos de um motivo pra sorrir.
Descobri que uma vida inteira pode se passar durante um abraço, e a gente não liga, porque o mundo lá fora está simplesmente muito longe pra nos atingir.
Descobri que as músicas que eu ouvia aos 14 anos fazem sentido ainda.
Descobri que eu não preciso ter pressa, que eu não preciso ter medo.
Descobri que posso fazer o tempo congelar pra sempre em um segundo quando sinto aquele cheiro.
Descobri que não faço ideia de como terminar este texto.
Agora, tudo que sei é que eu quero cantar essa música tocando no celular como se não houvesse amanhã. Ou melhor, como se o amanhã fosse um dia repleto de coisas boas que irão me fazer sorrir.
Porque quando uma coisa da certo, todas as outras parecem encontrar seu caminho e irem na melhor direção possível.
Gosto disso.


18h.

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