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domingo, 13 de julho de 2014
Sobre como eu me contrario todos os dias - e quase sempre me arrepende depois.
"Eu não vou", pensei. E quando me dei conta, já estava lá.
"Eu não gostei disso tanto assim", pensei. E quando me dei conta, já estava saindo da loja com a sacola na mão.
"Eu não vou passar do lado deles", pensei. E eu não passei. Mas depois me dei conta de que eu deveria ter passado, de que eu deveria ter dito "oi", com meu melhor sorriso estampado no rosto. Ai, talvez isso tivesse doido menos do que doeu todos esses dias.
"Eu não vou escrever, e muito menos postar, um texto sobre isso. Ele não merece". Mas me contrariar é uma das regras que eu mais obedeço todos os dias.
Sabe, eu acho que eles não deveriam me aceitar na faculdade. Porque cada dia mais me convenço de que eu tenho 13 anos, e não 18.
Porque não é possível que alguém que já viveu tanta coisa ainda cometa os mesmos erros, chore pelas mesmas coisas e ainda não tenha aprendido a esperar. Por isso, às vezes penso que todos esses últimos anos foram algum sonho maluco e que, amanhã, vou acordar e perceber que ainda tenho 13 anos.
"Triste não é quando uma criança tem medo do escuro, mas sim quando um adulto tem medo da luz". Li isso em algum livro uma vez, e desde então, me pergunto se eu sou adulta. Porque às vezes eu tenho medo da luz. As vezes eu prefiro o escuro, porque com as luzes apagadas é mais fácil interpretar uma personagem qualquer. Porque as pessoas não se preocupam em olhar nos olhos quando está escuro.
E eu me convenço mais ainda de que tenho 13 anos quando escuto músicas e penso que cada palavra delas foi escrita para contar sobre a minha vida.
Uma vez eu pedi pra deixarem as luzes acessas, e só me convenci de que elas são melhores apagadas no final (Sexta-feira 13). Agora, já começo preferindo o escuro, mas tem algo bem lá no fundo que me diz que logo eu vou gostar da luz de novo. Espero que esse algo esteja certo.
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