Tudo que vejo são os fantasmas me perseguindo. Tudo que sinto é passado. (quase) Tudo que vivo é vazio. Tudo que tenho é futuro ou passado. Agora, tudo que sou é confusão; é vontade; é desejo; é uma enorme incógnita.
Ontem os fantasmas voltaram. Três deles eu já matei, mas acho que fantasmas nunca morrem por completo. Dois deles eu ainda não tive forças pra matar, especialmente um deles
Ontem hipocrisia me cercou. Falsos sorrisos. Falsas sensações. O único sentimento verdadeiro eu tive que esconder num canto escuro, porque ele talvez jamais consiga ser, de fato.
Acho engraçado ter essas crises de meia idade aos 18 anos. Acho meio angustiante ter tanto passado e pouco presente em plena "flor da idade".
Todos os cantos da minha mente gritam por "agora!", mas eu não sei como fazer para pegá-lo nas mãos.
"Você sempre foi tão madura pra sua idade!". Hoje não tenho certeza se isso é bom. Posso afirmar que não é fácil.
Sei que as coisas fáceis quase nunca são as certas. Mas talvez eu precise de coisas mais fáceis, já que eu não tenho mais tantas forças agora. Estou cansada.
Acho que preciso descansar no abraço de um outro alguém. Mas todos os "alguéns" que quero são inventados. Ou passados.
(...)
E de repente, eu me canso. De repente, eu entendo. Talvez eu esteja apenas me agarrando a uma falsa resposta, mas ao menos agora eu tenho algo.
Agora eu tenho aquele lado de volta. E ele está louco para fazer estragos.
E esse lado me faz amar quebrar alguns sentimentos inventados. E alguns corações passados.

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