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sábado, 31 de maio de 2014

Fim de mês.



Meu problema é não saber esperar...
*pausa pra dar play em uma música deprimente*
Ah, assim está melhor! Música sobre se afogar em sentimentos passados e inventados tocando: meus dedos deslizam mais facilmente pelo teclado.
Sabe, você pode me conhecer a anos, a meses, ou pode nunca ter me visto, mas você que está lendo isso agora não tem a mínima ideia de qual é o sentido deste texto (pode até achar que entendeu-o após ler, mas não, não entendeu).
Só eu sei entender essas palavras. Sei porque eu sinto. Sei porque o que eu mais queria neste momento é que essa fanta uva em cima da minha mesa fosse vinho. Ou algo amargo e com volume de 40%. Porque a vida real não me parece tão bonita agora. Porque a música tocando me enlouquece. Porque eu não sei como fazer para parar de desejar que meu celular vibre, e que seja você vindo me dizer que sentiu minha falta esses dias. Porque eu não quero que você leia isso, mas eu vou postar esse texto mesmo assim. Porque eu simplesmente não entendo como as pessoas conseguem esperar. Porque fazer nada dói imensamente, me faz perder o ar...
Porque é sempre "quase". Porque "agora" sempre vira lembrança. Porque o momento é tudo que temos, e nesse momento, eu só tenho nada.
Porque eu deixo outras dores doerem, pra esconder a fonte de todas elas, porque eu não se suportaria deixar essa dor doer.
Porque cada nervo do meu corpo está sobrecarregado. Porque todos os sentimentos aqui dentro gritam pedindo algo, e eu não posso ceder a eles, por mais que ceder a eles seja o que eu  mais quero.
E eu sei que ceder a eles é a única coisa que vai me deixar melhor. Eu sei que ceder a eles vai trazer as respostas de todas as minhas perguntas.
Mas ceder a eles é a única coisa que eu não posso fazer. Ou não consigo. Pelo menos por enquanto.
Então, fecho a porta dos gritos e os ignoro, por hora. E vou assistir alguma série ou filme e gritar com os personagens. Acho que vou fazer pipoca também. Ou batata frita. Ou miojo.
(Um sorriso silencioso surge. Minhas "habilidades culinárias" me lembram de algo que venho tentando esquecer. Bitter-sweet).



Sobre as músicas que escutei enquanto me entregava ao drama: a primeira foi Driver, da banda Eskimo Joe, mas não tem essa música no youtube. A segunda é essa aqui.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Post que eu não deveria postar. Mas sou teimosa comigo mesma, e postei.




Não é justo, sabe. Não é...
Porque eu senti, e sei que você também sentiu.
Porque eu acreditei, porque eu me permiti sentir, porque eu ignorei todos os avisos e (...).
Porque eu sinto, porque eu quero, porque é forte, porque é único. Porque é tudo que eu sempre sonhei, e eu não quero, eu não posso deixar de acreditar que os sonhos se realizam...
Porque dói pensar que eu deixei tudo isso escapar pelos dedos. Porque ter o paraíso e depois ser jogada para longe, no frio, é infinitamente mais dolorido do que nunca ter tido.
Não é justo, sabe. Não é...

E eu estou cansada de nunca ser justo, de nunca ser agora, de sempre ser o próximo, de sempre ser depois...

(...)

E não saber se você ainda sente aquilo está me torturando a cada dia.
E eu já estou arrependida por estar postando isso.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mais frio, mais drama.


Estou enlouquecendo agora, no meu solitário dilema: se sigo o orgulho, todos os cantos da minha mente gritam para que eu ceda e tire a dúvida. Mas, se eu tirar a dúvida e disser todas as palavras que rondam meu coração a alguns dias, posso acabar tendo como unica alternativa me afogar de novo em passado e sentimentos inventados.

(...)

Ah, noite fria...
Porque é que me atormenta tanto assim???...


23h32min.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Silêncios (da série: dramas da madrugada).




Está frio. Meus dedos estão gelados. Minhas unhas, pintadas de vermelho. Meu coração, batendo, num ritmo que ainda estou tentando entender.
Sentada aqui, vejo a cidade passar. E, subitamente, percebo que me entreguei novamente: estou me afogando em mim mesma.

(...)

Exitem vários tipos de silêncio.
Tem o silêncio da voz que se cala para fechar os olhos e sentir o toque.
Tem o silêncio da voz que se cala para apreciar com os olhos.
Tem o silêncio da voz que se cala para ouvir os gritos dos pensamentos.
Tem o silêncio das letras que cessam por introspecção.
Tem o silêncio das letras que se tornam raras por dúvida.
Tem o silêncio das letras e voz que somem a mando do coração, por ele ter medo de se machucar outra vez.
Tem o silêncio de todos os sons, exceto do riso, que pode ser bom, encantado, desesperado, contido ou amargo.
Tem o silêncio das letras escritas, que gritam por algo que não pode ser dito.
Tem o silêncio desesperado dos sons e letras que dizem o que não querem dizer, e escondem o que está estampado no peito.
Tem o silêncio da noite, da voz, das letras, para dar espaço somente a um "tec tec tec" que me alivia um pouco a alma.
Tem o silêncio que grita e me manda fazer algo, qualquer coisa, qualquer loucura, qualquer algo que me faça sentir.
Tem o silêncio que me diz que devo correr atrás de sensações, para que o nada não varra tudo novamente.
E tem o silêncio da lágrima que escorre e me diz que eu não preciso me afogar em sentimentos passados ou fingidos, o silêncio que me diz que devo ter esperança, e que vai ficar tudo bem...
Mas, acima de tudo, tem o silêncio que dói aqui dentro por estar silenciado sozinho, o silêncio que quer ser silêncio junto com o silêncio de um outro alguém.
(...)
[E tem o silêncio que me diz que eu não deveria postar este texto no blog. Mas os outros silêncios gritam mais alto que ele, então, eu o ignoro. Talvez eu me arrependa disso.]


01h25min.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Quero.



Quero tudo.

Quero todos os desejos, todas as sensações, todos os sentimentos.
Quero todas as palavras, quero todos os sons, quero todas as cores.
Quero, quero... todos os sorrisos, todos os sabores, todas as loucuras.

Quero algo que não posso escrever neste blog o que é. Mas quero...

Quero sol, quero estrelas, quero chuva.
Quero livros, quero filmes, quero músicas.
Quero poder querer sem medo. Quero poder sentir sem dor. Quero poder acreditar sem receios. Quero fechar os olhos e sorrir.
Quero matar todos os monstros debaixo da cama. Quero que a lua sorria para mim. Quero acreditar que é possível realizar todos os sonhos. Quero ver utopias (as boas!) se tornarem reais.
Quero menos tédio. Quero mais surpresas. Quero menos razão. Quero mais doce de leite.
Quero mais, mais, mais!
Quero querer com sabedoria. Quero querer sem fazer sentido. Quero querer sem ter que explicar. Quero meus silêncios mais raramente. Quero que me interpretem da maneira correta. Quero confundir. Quero opostos. Quero exceções. Quero conversas jogadas fora, e sorrisos surgindo de dentro.
Quero conhecer todas as coisas.

.
.
.

Quero abraçar o mundo.
Um dia...
Um dia conseguirei abraçar o mundo. E com isso, conseguirei tudo que quero.

sábado, 17 de maio de 2014

Momento nerd.

Oi pra você que está lendo isso agora. E muito obrigada por estar lendo isso agora, haha.
Vim aqui hoje postar o link de um site que muitos conhecem, mas de uma seção em especial que me chamou muito a atenção.
Achei extremamente genial a ideia de um jornalista morto (no caso, Euclides da Cunha) entrevistar personalidades importantes já falecidas. Essa é a proposta da seção "Entrevista com defuntos", do site Guia do Estudante.
A primeira entrevista que li foi com Nelson Rodrigues, escritor e dramaturgo. E alguns trechos me chamaram a atenção, como: 

"Euclides da Cunha:  Existe o amor eterno?

Nelson – Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor.

Euclides da Cunha: E isso tem valor para os dois?

Nelson – Sim. O amor não deixa sobreviventes.

Euclides da Cunha:  Então, o amor é uma impossibilidade?

Nelson – Absolutamente. É o amor que impede o homem de trotar pela avenida Presidente Vargas, montado por um Dragão da Independência. Um Dragão de penacho."

Achei essa ideia muito interessante, e é possível, além de dar boas risadas, aprender um pouco de história e ter desperto o interesse em ler certas obras (eu, por exemplo, vou no sebo assim que possível comprar Memórias Póstumas de Brás Cubas).
Mas bom, é isso. Só vim compartilhar com vocês a minha diversão da tarde. Espero que gostem também! O link dessa seção é http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/entrevistas-defuntos-historicos/

Aproveitem!


Euclides da Cunha

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Parabéns.

Hoje eu vim fazer um post um pouco diferente do habitual.
Vim deixar o meu mais sincero "muito obrigada" a uma pessoa que merece muito mais do que isso.
Hoje eu vim dizer a essa pessoa que, não importa quantas palavras bonitas eu diga ou escreva, elas não conseguem expressar o quão especial essa pessoa é para mim.
Então, hoje vou fazer algo que é muito raro em mim: vou dizer poucas palavras. Essa pessoa merece todas as palavras do mundo, mas apenas três resumem tudo: eu te amo.
Thay, você é a melhor amiga que alguém pode ter. Obrigada por ser exatamente quem você é. Obrigada por todos os xingos e risadas. Obrigada por todos os miojos, e por todas as vezes nas quais você esteve comigo, quando éramos eu e você contra o mundo.
Você merece toda a felicidade do mundo.
Parabéns, minha melhor amiga, minha MII.
Eu te amo.
Não seja presa, haha. Mas aproveite seus 18 anos, e pegue todas as coisas boas que a vida tem a lhe oferecer.
Obrigada por tudo.




E lembre-se, que ter tudo durinho e vestir 38 é para poucas! Hahaha

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vazio.



Meus dedos passeiam pelas páginas em branco; nada.
Nada nas folhas, nada na cabeça, nada no coração.
Por hora.
Por segundos, alguns segundos que parecem anos, nada.

.
.
.


E, de repente, tudo.
De repente, ansiedade. De repente, medo. De repente, passado. De repente, presente [vazio].

(...)

Seriam "nada" e "vazio" palavras com o mesmo significado?
Neste momento, para mim, não.
"Nada" é nada. ["Nada" é quando o "tudo" foge.]
"Vazio" é um lugar cercado por tudo; "vazio" é um tudo que não consegue entrar.
O que eu sinto agora não é "nada". O que sinto é "vazio".
Está tudo aqui.
Eu só preciso descobrir como deixar esse tudo penetrar no vazio...

.
.
.


Eu só preciso lembrar como é que se faz pra prender um momento feliz.


22/03/2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Yep.



Maus hábitos são difíceis de matar.

Porque eu me lembro de tudo muito bem.



And I know it's long gone, that magic's not here no more. And I might be okay, but I'm not fine at all.

(...)
And maybe we got lost in translation, maybe I asked for too much. But maybe this thing was a masterpiece
'till you tore it all up.

(...)
So casually cruel in the name of being honest.
I'm a crumpled up piece of paper lying here
'cause I remember it all too well.

Time won't fly, it's like I'm paralysed by it!
I'd like to be my old self again, but I'm still trying to find it.

(...)
But you keep my old scarf, from that very first week
'cause it reminds you of innocence and it smells like me.