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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Adoro ler-te, meu bem



(...) Não importa: penso em você e leio a sua vida. E amo cada página. E amo cada sopro; e assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te encontrar, aqui, preso no silêncio da escrita. E assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te perder, ali, livre nas algemas da imaginação...
É claro que nem todo amor é possível, mas ainda assim, quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, penso em você e leio a sua vida. E ela passa pelas mãos e ela passa pelos meus olhos e ela passa pelos meus sonhos como uma vida passa pela eternidade.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13



Deixe-me aqui.
Deixe a luz acessa. Estou cansada de ficar sozinha no escuro...
Deixe a luz acessa! Já ha tanta tensão ao meu redor mesmo sem as luzes estarem apagadas...
Deixe a luz acessa... Certa vez ouvi que pode-se encontrar a felicidade se acendermos a luz...
Deixe a luz acessa: só a luz da lua já não me inspira tanto assim...
Deixe a luz acessa, deixe o rádio ligado, tocando uma música qualquer que irá me irritar...
Deixe a luz acessa! Não posso mais confiar na minha intuição para me guiar: preciso ver, enxergar...
Deixe a luz acessa; por favor, não me torture mais com esse imenso nada que o escuro parece ser...
Deixe a luz acessa. Apague-a apenas se for vir me fazer companhia, se formos jogar as desnecessárias roupas no chão...
Deixe a luz acessa, conte-me uma história, cante uma canção de ninar, me dê um beijo de boa noite e diga: "a mamãe te ama"...
Deixe a luz acessa: sou apenas uma garotinha de cinco anos com medo dos monstros embaixo da cama...

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Apague a luz. Já é tarde. É mais confortável afogar as lágrimas no travesseiro quando está tudo escuro.