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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Coloca um sorriso no rosto, e sorri. E sorri de verdade!



Estenda a cama. Depois tire as fotos antigas do mural e jogue o lixo fora. Ligue o chuveiro, deixe a água escorrer pelo teu corpo. Lentamente. O vapor deve estar embaçando o vidro. Escreva alguma coisa com os dedos. Saia. Agora seque o cabelo, abra a janela emperrada do quarto e cozinhe alguma coisa. Sem queimar o dedo de novo. Mastigue devagar enquanto finge prestar atenção naquele filme sem título. Mude de canal quantas vezes desejar. Dê um tempo do mundo real. Escute o silêncio te contar alguns segredos.

No fim, não importa onde seu corpo vive. Seus pensamentos é que sempre serão sua casa.

Escolha uma roupa bem bonita. Passe aquele batom vermelho. O celular não tocou, mas você pode usá-lo para falar com mais alguém. O dia ainda não acabou. Encontre as chaves. Você não está sozinha.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

24/03/2013


"Oh, doce garotinha inocente...
Não sabes que a vida não é cor-de-rosa?
Não sabes que às vezes nem cores ela tem?

Oh, doce garotinha insana...
Não sabes que é perigoso sonhar?
Não sabes que é mais seguro viver a vida sem nada questionar?

Oh, doce garotinha doce...
Não sabes que o mundo vai amargurar-te até que não sinta mais o doce da vida?
Não sabes que nada é tão simples quanto gostarias?

Oh, doce garotinha-mulher...
Não sabes que a época de acreditar logo passará?
Não sabes que restará apenas a cruel realidade em breve?
Não sabes que os sonhos não se realizarão?..."


"Oh, doce-amargo medo que tenta esquartejar a alegria de uma doce-doce garotinha...
Não sabes que o meu otimismo sempre te vence no final?
Não sabes que a esperança sempre te coloca de lado, mesmo que demore?
Não sabes que não tem chance contra os sonhos vividos e os sonhos sonhados de uma sonhadora?
Não sabes que mesmo que pense que está esmagando as coisas boas de dentro da doce-doce garotinha, está na verdade apenas sufocando-as temporariamente?
Não sabes que uma doce-doce garotinha otimista sonhadora nunca aprende?
Não sabes que eu sempre faço tudo errado? E mesmo quando tudo está errado, uma hora se acerta, se concerta, se completa?
Não sabes que eu gosto de sorrir, oh doce-amargo medo? Não sabes que eu gosto de sonhar, oh doce-amargo medo? Não sabe que a droga do otimismo sem fim sempre te vence, oh doce-amargo medo???"


domingo, 21 de abril de 2013

20 ou 21 de abril.



Uma hora. Frio. Sono. Vontade. Preguiça. Desejo. Fome. Nada.

Nada. Um milhão. Pensamentos. Pensamento. Frio. Escuro. Medo. Esperança.

Esperança. Desilusão. Frio. Arrepio. Coração. Corações. Sentimentos. Culpa. Vítima. Dúvida.

Dúvida. Família. Escolhas. Frio. Pai. Decepção. Mãe. Indiferença. Troca. Loucura. Indiscrição. Silêncio.

Silêncio. Noite. Frio. Necessidade. Abraço. Alguém. Ninguém. Livro. Livros. Romance. Sonho. Ilusão. Otimismo. Estúpida.

sábado, 20 de abril de 2013

Reflexão Shakespeariana...


"(...) a gente aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar."

William Shakespeare

quinta-feira, 18 de abril de 2013

18/04/2013


Palavras desconexas.
Sentimentos jogados ao vento, sem resposta, sem ar.
Sinto que me falta o ar. Sinto que me falta algo que ainda desconheço o que seja.
Quero e não quero.
Não faz sentido.
Não quero que faça sentido, porque no momento em que fizer, não terei mais direito de escolha: os sentimentos já terão decidido por mim.
Ah, sentimentos!
Sentimentos sentidos, sentimentos sonhados, sentimentos desejados, sentimentos gritados, sentimentos guardados, escondidos, amassados, jogados pela janela. Sentimentos confusos, inomeados, não classificados (não sei a qual ordem, família ou gênero pertencem tais sentimentos!).
Palavras desconexas percorrem meus pensamentos, a mil quilômetros por hora. Ou talvez, dois mil. Dois mil pensamentos em uma mesma fração de segundo. Duas mil palavras irracionais tentando provar terem razão. Duas mil estrelas no céu brilhando e me fazendo sonhar.
Ah, estrelas no céu. Ah, luzes da cidade. Ah, grito gritado dentro do peito, mas silencioso em seu gritante desespero externo...
Noite.
Outra noite de perguntas sem respostas. De desejos irracionais. De negação do inegável. De súbita consciência. De aceitação de mil opostos, ao mesmo tempo. Opostos que gritam e me ensurdecem.
Não sei em qual sentimento acreditar. Não sei qual desejo seguir. Não sei qual das receitas milagrosas devo seguir.
E ai você pode dizer que devo seguir meu coração. Ou minha razão.
Mas como decidir qual razão é a correta? Como entender qual dos opostos o coração realmente quer?
Eu não quero viver desse jeito. Mas no momento em que todas as perguntas tiverem respostas, nada mais fará sentido novamente. Entende?
Na verdade, já não faz sentido agora.
Mas é o que mais faz sentido para mim.

E então, sento-me aqui e escrevo.
Como uma garotinha assustada pelos monstros escondidos sob a cama no quarto escuro, sento-me e escrevo.

Talvez me falte coragem. Talvez me falte forças. Talvez me falte respostas. Talvez me falte um alguém. Ou talvez me sobre tudo isso. Todas essas coisas que podem ser extremamente opostas talvez estejam em extremo excesso gritando dentro de mim, me enlouquecendo.
E talvez por isso eu esteja nesse imenso estado de nada.
Talvez por isso eu esteja amarrada nesse lugar nenhum: por falta. Ou por excesso.

E então, sento-me aqui e escrevo.
Como uma garotinha que sonha um conto-de-fadas perfeito que será pisoteado pela cruel realidade que a aguarda, sento-me e escrevo.

Preciso sair desse lugar nenhum em que me prendi.
Só preciso descobrir como resgatar-me sozinha.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não quero alguém que me complete. Quero alguém que me enlouqueça.


Não quero alguém que me complete.
Já estou completa de mim até a borda.
Já estou completa sozinha, obrigada.
Quero alguém que me faça questionar o que é o tal do amor.

Ora, pois me atrevo a dizer que esse amor do qual todos falam me parece bem entediante.
Não que eu não goste de ganhar chocolates, não que eu não goste de conversas melosas, não que eu não goste de ter alguém para compartilhar sonhos, e etc. Eu gosto disso sim.
Mas sabe, SÓ isso, (que é o que parece que os relacionamentos saudáveis e estáveis tem a oferecer), me parece pouco. Já experimentei disso tudo e me cansei.
É, talvez eu tenha me cansado porque nunca realmente foi amor.

E talvez eu fale besteira. Mas sabe, tenho em mente que me apaixonarei por um cara que terá um defeito que me atormentará pelo resto dos meus dias.
Pode ser que ele goste de algo que eu odeio e me faça querer gostar daquilo também. Pode ser que ele seja um pouco frio demais para mim.
Pode ser que ele seja carinhoso e carente em excesso. Não, pensando bem, isso não pode. Já tive minha cota de romantismo em excesso o tempo todo ultrapassada há algum tempo.
Mas bem, creio que ele terá um defeito, ou defeitos, que me deixará maluca metade do tempo.
E na outra metade estarei ocupada demais amando-o, ou xingando-o, ou sonhando, para lembrar que esse defeito infernal existe.

Sei lá, só acordei com isso na cabeça hoje. Que meu eterno amor terá um defeito insuportável.

Mas em meus sonhadores planos de romance perfeitamente imperfeito para o futuro, também sei que quero alguém que não me complete em nenhum sentido, nem mesmo nos que ainda não me fartei comigo mesma.
Qual é a graça em sentir-se completo?
Em momentos tudo bem, sentir-se pleno é maravilhoso. Mas estar completo o tempo todo é chato.
Pelo que eu buscaria se a felicidade inteira já estivesse em minhas mãos?

Ah, garotinha descontente com o mundo que sou! Descontente com a felicidade, enjoada do amor...

Não quero a certeza desse amor que eles falam ser tão bom.
Eu quero enlouquecer a cada dia, e a cada noite ir dormir extasiada com a certeza de ter alguém que me descomplete.
Porque ser completa é chato demais.
É pouco pra mim.

11/04/2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pensamento da noite. HAHAHA

E eu não sei por que ainda me pergunto a razão de certos finais, quando a resposta é simples: a maioria deles me deixa entediada com suas patéticas tentativas de vida perfeita.

Um pouco extremo, mas concordo.

O amor gentil nunca me conquistou raramente me conquista.
Gentileza é coisa pra quem nunca será íntimo.
Solidariedade é coisa pra campanha política.
Felicidade é pra quem se conforma em ficar num lugar só porque está bom.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Barulho. Segunda-feira. Oito da noite.


Tec tec tec tec tec tec...
Auauauau...
Tchutchatchatchutchutcha...
Vrum, vrum, vrum...

Família. Cachorro. Vizinhos. Carros.
Som do teclado. Latidos. Funk. Motor.

(...)

Por que é tão difícil ter um pouco de silêncio segunda-feira as oito da noite?

(...)

Tec tec tec tec tec.
Eu não consigo estudar....

Auauau.
Eu não consigo me concentrar...

Tchutchatchutchutcha.
Eu não consigo ouvir o som do silêncio em lugar algum da casa...

Vrum, vrum, vrum.
Por que tantos carros se movimentando em uma rua sem tanto movimento, em plena segunda-feira...?


E eu reclamando do barulho dentro de uma casa em uma rua quieta de uma cidadezinha relativamente pacata...
Irei eu sobreviver um dia em uma dessas cinzas iluminadas grandes cidades???

01/04/2013