Pesquisar

domingo, 23 de dezembro de 2012

23/12/2012



Dezessete anos. Um metro e cinquenta e quatro centímetros. Cabelos tingidos de vermelho. Óculos branco no rosto. Olheiras por trás do óculos branco. Dúvidas, desejos estúpidos e esperança nos olhos acima das olheiras por trás do óculos branco. Quando foi que tudo mudou?
Quando foi que os desejos ficaram tão rapidamente intensos? Quando?
Quando foi que eu me tornei o que hoje sou? Quando foi que deixei de ser a garotinha que brigava com os garotinhos na escolinha, aos sete anos?
Quando foi que eu cresci?
Quando foi que o tempo passou?
Eu nem percebi ele passar... Nem percebi as horas voarem... Nem percebi que tantos “tique-taques” já se foram... Nem percebi que a garotinha já é mulher...
Cresci. Mudei. Me reinventei. E continuo a mesma...
A vida me virou do avesso. Mas de alguma forma, ainda sinto-me a garotinha de sete anos que brigava com os garotinhos que a importunavam na escolinha. Mas de alguma forma, me sinto mais distante do que nunca daquela doce garotinha briguenta de sete anos... Mas de alguma forma (ou de todas as formas), sinto imensas saudades daquela garotinha marrenta de sete anos... Mas de alguma forma, sinto que aqueles foram apenas bons momentos que me fizeram ser o que sou hoje.

O que sou hoje? Bom, ai eu já não sei... Diga-me, o que eu sou hoje? Pra você, o que eu sou hoje?
Porque já tentei definir-me pra mim mesma tantas centenas de vezes, de tantos modos, que já não sei mais o que é real e o que inventado. O que é desejo e o que capricho. O que é certeza e o que é insegurança...
Mas sabe, continuarei definindo o que sou hoje. Continuarei me rotulando. Me diminuindo. Me aumentando. Me amando. Me odiando. Continuarei com a complexidade que dura infinitamente, até o momento em que eu termino algum texto profundo, e a complexidade infinita acaba. Ou adormece. Até as próximas dúvidas. Até os próximos desejos...
Ah, os desejos...


Nenhum comentário:

Postar um comentário