“Stephenie Meyer expôs ao mundo [com os filmes da saga
Crepúsculo] que nem todas as mulheres querem independência, carreira e
igualdade de gêneros. Grande parte quer apenas amar e ser amada e é essa a
fonte dos bilhões da Saga Crepúsculo. Nada de heroínas emancipadas, apenas
mulheres que encontram em outra pessoa sua razão de ser.”
Ok, agora uma discussão sobre a mulher submissa.
Li o trecho acima no site Omelete, que estava fazendo uma crítica sobre o filme Amanhecer parte 2 da saga
Crepúsculo. E de novo, me indignei.
Muitas vezes os Contos de Fada são questionados, por
passarem “mensagens subliminares” para as crianças. Muitos dizem que os Contos
de Fada mexem com a cabeça das meninas enquanto ainda são crianças e estipulam estereótipos
de como as mulheres devem ser: submissas e frágeis. E bom, eu já fiz um post
falando sobre isso aqui no blog (Um desabafo sobre algo que me revoltou...).
O que me deixa indignada é o fato de que os Contos de Fada são extremamente
criticados e a Saga Crepúsculo é aclamada por milhões e milhões de pessoas
quando, claramente, passa a imagem de que a mulher boazinha deve ser submissa.
Confirmo minhas palavras com o filme Amanhecer parte 1,
quando a Bella fica grávida e quer ter o bebê e ninguém respeita sua vontade.
Todos afirmam que sabem o que é melhor para ela e a opinião dela, mesmo que prevaleça
no final, é tida como errada.
BOM, EU ACHO QUE UMA MULHER, TOTALMENTE CONSCIENTE
DOS SEUS ATOS E DA SUA CONDIÇÃO, É CAPAZ DE DECIDIR O QUE É MELHOR PARA SI
PRÓPRIA.
Se a Bela preferia dar a própria vida pela filha, O PROBLEMA É DELA.
Por que é tão difícil respeitar a opinião de uma mulher?
Ok, ai tenho certeza de que muitas pessoas concordarão que o
que parte do que Stephenie Meyer deixou claro no filme (como está descrito no trecho
acima) é verdadeiro, sobre as “mulheres quererem amar e ser amadas e quererem
encontrar em outra pessoa sua razão de ser”.
Admito, concordo também que o amor
é a coisa mais importante do mundo (e já deixei isso muito claro aqui com as
minhas postagens).
O que me revolta é o fato de que Stephenie Meyer deixa tão evidente
a questão do amor que acaba ofuscando (ou mesmo encobrindo) outros aspectos
muito importantes, como o fato de que as mulheres podem sim ser esposas e mães e
ainda assim serem independentes e fortes.
Ok, Bella ficou menos “coitadinha”
depois que virou vampira, mas isso só confirma que Meyer enxerga as mulheres,
as meras humanas e mortais, como totalmente dependentes dos homens. Bella,
enquanto humana, era totalmente dependente dos homens que babavam por ela
(Edward e Jacob) e quase morre quando Edward a deixa em Lua Nova (ah, e leiam este post que vi na internet, ele também confirma muito do que eu escrevi aqui). Tudo bem, ela ficou triste quando Edward a deixou, e blá, blá, blá, mas alooou! Agora o seu mundo vai parar de girar porque você brigou com um garoto, é isso mesmo?
O fato de que ainda existam pessoas, escritoras, MULHERES!, que,
em pleno século XXI, pensam de forma tão retrógrada, me deixa triste.
Bom, qual é o meu propósito com este post?
Ah, apenas
expressar a minha opinião.
Confesso, nunca fui fã da Saga Crepúsculo e sempre
enxerguei diversos pontos no filme que se contradizem com as minhas opiniões.
E
sei que muitos que lerem este post irão discordar de mim.
Mas eu, uma humilde blogueira, precisava me expressar em
relação a isso.
Não critico os fãs da Saga Crepúsculo por gostarem de “romances
melados e sem sal” e também não critico Stephenie Meyer por escrever a Saga do
jeito que escreveu (afinal, quem sou eu para criticar uma escritora tão
aclamada nos dias de hoje, não é?).
Eu só acho que, a partir do momento que um escritor se propõe
a escrever uma história que envolva seres sobrenaturais que tem natureza
selvagem, guerras, sangue e um mito que existe há centenas de anos, ele deve fazer
bem feito.
Acho lindo que o amor esteja envolvido, mas, por favor, tem coisas
nessa Saga que são um insulto aos fãs de histórias de vampiros...
E ainda acho
que Meyer deveria ter escrito a história sem envolver vampiros. Ai seria apenas
mais um romance. E, quem sabe, poderia até ser legal.