"Não me pergunte o que eu faço da vida, isso é banal, é triste, é comum.
Queira saber o que me faz feliz, meu ponto fraco pras cócegas.
Não pergunte o que me dá dinheiro, porque este é o menor dos meus sucessos. Esqueça meu nome verdadeiro, se eu venho sempre aqui, se estou gostando da música.
Se é mesmo importante que eu responda as perguntas que tanto desprezo, se definir o que sou vai te fazer mais feliz, se quer mesmo saber de mim, comece pelas entrelinhas.
Pelo não dito.
Pelo movimento dos cílios e as pupilas dilatadas, os olhos nervosos que não se fixam, o modo de apoiar o peso do corpo em uma das pernas e me preocupar com o cabelo.
Olhe para as mãos que não sabem repousar e a voz que desafina.
Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado...
Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha..."
Por favor, sou tão ridiculamente fácil de decifrar e ainda insistem em seguir pelo caminho errado...
Exponho-me tanto e ainda querem uma cartilha..."


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