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domingo, 17 de agosto de 2014

Ele.





Ele me rouba as palavras, me arranca os sorrisos, me deixa sem ar.
Ele não faz ideia de como consegue tocar os cantos mais fundos da minha alma, aqueles que eu nunca revelei pra ninguém.
Ele faz eu me sentir louca, criança, leve, solta, menina, mulher.
Ele desperta meus sentimentos mais sinceros, os mais profundos, aqueles que eu nem sabia que eram possíveis de existir, pois são tão fortes, tão belos...

"Nós não escrevemos poesia porque esta na moda. Escrevemos poesia porque fazemos parte da raça humana. E a raça humana está impregnada de paixão. A poesia, a beleza, o romance, o amor, são as coisas pelas quais vale a pena viver."

As palavras que se impregnaram em mim a algum tempo nunca fizeram tanto sentido quanto fazem agora.
Porque tudo que ele diz pra mim é poesia. Porque cada olhar é poesia. Porque cada beijo, cada toque, exala poesia...
Porque eu não consigo entender como é possível não explodir com tantos sentimentos bons gritando aqui dentro.
Porque ele diz tudo que eu sempre quis ouvir, mesmo sem saber quais eram as palavras pelas quais eu tanto ansiava.
Porque ele compreende a minha alma, mais do que eu mesma jamais serei capaz de fazer. Porque ele decora meus sorrisos, porque ele guarda meus olhares, porque ele afasta meus medos, porque ele me dá os melhores momentos...

Ele não imagina que me resgatou de mim mesma, e o quanto eu me sinto segura para enfrentar todos os monstros debaixo da cama agora.
E eu sei que eu posso enfrentar o mundo todo sozinha, mas fazer isso com ele ao meu lado é muito mais divertido.

E, sabe, ele me diz que ele estava sentado naquele banquinho e que eu cheguei sem pedir permissão e o conquistei, mas, na verdade, ele é que chegou, pediu para sentar ao meu lado, levou um ‘não’ como resposta, e continuou lá mesmo assim. E ele não faz ideia de como sou grata por ele ter ficado ali sentado. Porque, de repente, ele passou de um estranho que eu não queria que sentasse ao meu lado para o amor da minha vida...