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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Um texto que vale a pena ser lido.

O texto a seguir é um pouco extenso. Mas eu afirmo, vale a pena. É de autoria de um escritor brasileiro, sorocabano, para ser mais exata: Ulisses Tavares.
Li um livro dele quando eu tinha uns doze ou treze anos. E esses dias estava me lembrando dele. Fui pesquisar sobre o autor e, a cada texto que leio dele, me apaixono mais por sua escrita. E ainda, para completar, descobri que ele nasceu em Sorocaba, que também é minha cidade natal (coincidências... haha).
Um dos textos dele que me chamou a atenção foi o que postarei a seguir. Resolvi postá-lo aqui pois condiz com a minha maneira de ver o mundo (sabe aquele texto que você lê e pensa: "poxa!, esse poderia ser um texto escrito por mim."?).
E escrevi essa introdução antes do texto porque penso que Ulisses Tavares merece uma apresentação.
Não consegui achar a data exata em que esse texto foi escrito, mas foi antes de 2010, e o achei interessante para esse momento (de tantos protestos, inclusive sobre a educação).
Então, sem mais delongas, apresento-lhes, senhoras e senhores, Ulisses Tavares:



Porque o jovem não deve ler!

Calma, prezado leitor, nem você leu errado, nem eu pirei de vez. Este artigo pretende isso mesmo: dar novos motivos para que os moços e moças de nosso Brasil continuem lendo apenas o suficiente para não bombar na escola.
E continuem vendo a leitura como algo completamente estapafúrdio, irrelevante, anacrônico, e permaneçam habitando o universo ágrafo dos hedonistas incensados nos realitys shows.
(Êpa, acho que exagerei. Afinal, quem não lê, muito dificilmente vai conseguir compreender esta última frase. Desculpem aí, manos: eu quis dizer que os carinhas, hoje, precisam de dicionário pra entender gibi da Monica, na onda dos sarados e popozudas que vêem na telinha, e que vou dar uma força pra essa parada aí, porra.)
Eu explico mais ainda: é que, aproveitando o gancho do Salão do Livro Infanto-Juvenil, em novembro agora no Parque do Ibirapuera, Sampa, pensei em escrever sobre a importância da leitura. Algo leve mas suficiente para despertar em meia dúzia de jovens o gosto pela leitura (de que? De tudo! De jornais a livros de filosofia; de bulas de remédio a conselhos religiosos; de revistas a tratados de física quântica; de autores clássicos a paulos coelhos.)
Daí aconteceram três coisas que me fizeram mudar de rumo e de ideia.
Primeiro eu li que fizeram, alguns meses atrás, um teste de leitura com estudantes do ensino fundamental de uma dezena de vários países. Era para avaliar se eles entendiam de verdade o que estavam lendo. Adivinhem quem tirou o último lugar, até mesmo atrás de paizinhos miseráveis e perdidos no mapa mundi? Acertou, bródi: o nosso Brasil.
Logo depois, li uma notícia boa que, na verdade, é ruim: o (des)governo de São Paulo anuncia maior número de crianças na escola. Mas adotou a política da não reprovação. Traduzindo: neguinho passa de ano, sim, mas continua tecnicamente analfabeto. Porque ler sem raciocinar é como preencher um cheque sem saber quanto se tem no banco.
E, por último, li em pesquisa publicada recentemente nos jornais, que para 56% dos brasileiros entre 18 e 25 anos comprar mais significa mais felicidade, pouco se importando com problemas ambientais e sociais do consumo desenfreado. Ou seja, o jovem brasileirinho gosta de comprar muitas latinhas de cerveja, mas toma todas e joga todas nas ruas ou nas estradas, sem remorso.
Viram como ler atrapalha?
A gente fica sabendo de fatos que, se não soubesse, teria mais tempo para curtir o próprio umbigo numa boa, sem ficar indignado e preocupado com a situação atual de boa parte de nossa juventude.
E também faz o tico e o teco (nossos dois neurônios que ainda funcionam no cérebro, já que se dividirmos o quociente de inteligência nacional pelo número de habitantes não deve sobrar mais que isso per capita) malharem e suarem, em vez de ficarmos admirando o crescimento do bumbum e do muque no espelho das academias de musculação.
Por isso que, num momento de desalento, decidi que, de agora em diante, como escritor e professor, nunca mais vou recomendar a ninguém que leia mais, que abra livros para abrir a cabeça.
A realidade é brutal e desmentiria em seguida qualquer motivo que eu desse para um jovem tupiniquim trocar a alienação pela leitura.
Eu reconheço: a maioria está certa em não ler.
E tem, no mínimo, 5 razões poderosas , maiores e melhores que meus frágeis argumentos ao contrário:

1- Se ler, vai querer participar como cidadão dos destinos do País. Não vale à pena o esforço. Como disse o Lula (que não teve muita escola, mas sempre leu pra caramba), "a juventude não gosta de política, mas os políticos adoram". Por isso que eles mandam e desmandam há séculos;

2- Se ler, vai saber que estão mentindo e matando montes de jovens todos os dias em todos os lugares do Brasil impunemente; principalmente porque esses jovens não percebem nem têm como saber (a não ser lendo) a tremenda cilada que é acreditar que bacana é mentir e matar também;

3- Se ler, vai acordar um dia e se perguntar que diabo é isso que anda acontecendo neste lugar, onde só ladrões, corruptos, prostitutas e ignorantes, aparecem na mídia;

4- Se ler, vai ficar mais humano e, horror dos horrores, é até capaz de sentir vontade de se engajar num trabalho comunitário, voluntário e parar de ser egoísta;

5- Se ler, vai comparar opiniões, acontecimentos, impressões e emoções e acabar descobrindo que sua vida andava meio torta, meio gado feliz.

O espaço está acabando e me deu vontade de lembrar que ninguém - nem mesmo alguém que não vê utilidade na leitura - pode achar que há um belo futuro aguardando uma juventude que vai de revólver pra escola e, lá, absorve não conhecimentos mas um baseado ou uma carreirinha maneira. Sim, é outra pesquisa que li, esta dando conta que sete entre dez estudantes brasileiros andam armados, três entre dez se drogam na escola, sete entre dez bebem regularmente.
Mas paro por aqui já que, apesar destes tristes tempos verdes e amarelos (as cores do vômito), lembro também de tantos poetas, jornalistas e escritores que, ao longo de minha vida de leitor apaixonado, me deram toques de esperança, força e fé na mudança.
De um especialmente - o poeta Tiago de Melo - com seu verso comovido e repleto de coragem: "Faz escuro, mas eu canto!".
Talvez meu pequeno cantar sirva de guia do homem (e mulher) de amanhã. E que, lendo mais, ele/ela evite de ter como única alternativa para mudar de vida dar a bunda (e a alma) ou engolir baratas (e a dignidade) diante das câmeras de televisão.

Ulisses Tavares

segunda-feira, 17 de junho de 2013

É, meu Brasil brasileiro...



Como blogueira, como cidadã e como brasileira, não posso e não consigo deixar tudo isso passar em branco, preciso me expressar sobre tal recente polêmica. O assunto? Vocês já devem ter deduzido: os protestos contra "o aumento da tarifa de ônibus".
Por que coloquei o motivo dos protestos entre aspas? Porque essa foi só a gota d'água para a população. Na realidade, os protestos estão acontecendo porque finalmente o povo brasileiro acordou. Finalmente as pessoas tomaram consciência de que se acomodar com a situação e abaixar a cabeça ao que nos é imposto não é a única opção.
Vivemos no Brasil do século XXI uma democracia. D-E-M-O-C-R-A-C-I-A, que é um termo que vem do grego e significa "poder do povo". Ou seja, nossos representantes políticos estão no poder para representarem a opinião e as necessidades da população, e não para ficarem contra ela. A democracia tem princípios que protegem a liberdade humana, o que significa que, se o povo está insatisfeito com algo, tem o poder de se manifestar contra tal coisa, SEM SER PUNIDO POR ISSO.
Como se não bastasse a indignação que tomava conta de mim aos poucos, a cada nova notícia relacionada à violência dos policias contra os manifestantes, me deparei com um vídeo que me deixou atônita (o vídeo está disponível ao final do texto).
Trata-se de um vídeo em que uma jornalista que foi atingida por uma bala de borracha no olho conta o que viu nos dias em que cobriu os protestos. Ela diz (e tem imagens que confirmam) que a maioria das pessoas que foi atingida por balas de borracha, ou que aspirou gás lacrimogênio, não praticou nenhum ato de violência ou vandalismo. Ela própria, estava apenas trabalhando cobrindo o protesto e ajudando uma senhora que estava desorientada quando um policial mirou em seu rosto e atirou.
Onde está a liberdade de expressão que nos é "permitida"? Só porque a repórter não trabalhava para a rede Globo (que por sinal só mostra o que lhe convém), ela não tem o direito de cobrir o protesto?
Isso é algo que realmente me revolta. E, particularmente, como futura jornalista, me coloco no lugar dos jornalistas que estão cobrindo os protestos, principalmente os que trabalham para jornais, revistas e canais menores, que são os que, na maior parte do tempo, estão preocupados em realmente mostrar a verdade, mostrar o que está acontecendo, mostrar que o povo não quer violência, só quer reivindicar seus direitos. Pois finalmente a população acordou e percebeu que não é justo um político ganhar um salário extremamente alto enquanto nós, população, sofremos aumentos abusivos constantemente para "pagar o custo das melhorias que estão sendo feitas no país".
Ao assistir o vídeo, você pode pensar: "ah, mas na própria reportagem está mostrando que tem pessoas que estão vandalizando!". Verdade. Infelizmente, nem todos estão se manifestando da maneira correta. Mas a maioria da população não quer briga, não quer violência, não quer bala de borracha da polícia. A maioria só quer lembrar ao governo que eles não podem fazer o que bem entenderem com o nosso dinheiro.
Então sim, eu acho corretíssimo e me orgulho de tais protestos que estão acontecendo. Nossas autoridades precisam perceber logo que nós não vamos abaixar a cabeça e, mais uma vez, "deixar passar".
Nós temos voz, e vamos usá-la. E não precisamos de violência pra isso.

Tardamos, mas como filhos da pátria amada Brasil, não fugimos à luta.

(Vídeo mencionado no texto)

domingo, 16 de junho de 2013

Minhas loucuras.



Sou uma criança de cinco anos com medo do monstro debaixo da cama.
É, eu devo estar enlouquecendo um pouco.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ah, Drummond...



"(...) E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
Que sinta que essa foi a melhor de suas escolhas!
Que foi seu grande desafio... e o passo mais acertado
De todos os caminhos de sua vida trilhados!
Mas se assim não for...
Que nunca te arrependas pelo amor dado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
Porque se não fosse assim, nunca teríamos sonhado! (...)"


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pense antes de agir...


"Pense antes de agir."
Eu só quero enlouquecer.
"Pense antes de agir."
Eu só quero viver!
"Pense antes de agir."
Eu só quero dizer...
"Pense antes de agir."
Eu só quero ser!!!

Minhas ideologias superficiais começam a caminhar em direções opostas.
"Pense antes de agir!"
Como "aproveitar o dia" com tantas amarras assim?
Como "aproveitar o dia" se não posso correr feito louca atrás dos desejos da minha mente, do meu corpo, do meu coração?
Como "aproveitar o dia" se todos me falam que tenho que "pensar antes de agir"?

(...)

EU SÓ QUERO ENLOUQUECER.
Eu só quero enlouquecer todos os dias com palavras que não se seguram e se derramam, como mel ou fel.
Eu só quero sorrir com a certeza de que posso não fazer sentido algum se for de minha vontade.
Eu só quero gritar, ou cantar, ou dançar, ou chorar, ou ser!, quando eu bem entender.
Sem tantas amarras. Sem tantos medos. Sem tanto drama. Sem pensar tanto antes de agir...

(...)

"Só vivemos uma vez."

19/05/2013
(Escrevi esse texto baseado no texto de um amigo, então, metade dos créditos são dele, Guilherme Nascimento)

domingo, 2 de junho de 2013

02/06/2013

Estou sorrindo.
Como uma garotinha que acabou de ganhar um brinquedo novo, ou abraço apertado, estou sorrindo.
Eu queria escrever mais, mas acho que a inspiração momentânea foi tão momentânea que já se foi.
Tudo bem, uma hora ela volta.
E eu acho que quando ela voltar, ainda estarei sorrindo...